Ator da Globo faleceu sem receber indenização milionária: ‘Foram 85 anos jogados fora’

Conhecido por ser um dos mais longevos atores da televisão brasileira, o paulista Flavio Migliaccio faleceu em 4 de maio de 2020, aos 85 anos e sem receber o valor que havia conquistado na justiça após mover uma indenização contra uma emissora de TV.

Flávio pedia na Justiça do Rio de Janeiro um valor de indenização pela destruição das fitas da série As Aventuras de Tio Maneco, da TVE Brasil. O programa, que ele protagonizou ainda nos anos 1980 teve seu acervo destruído e, por conta disso, a justiça fixou o valor da indenização em R$ 33 milhões.

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Acontece que o advogado do artista, Sylvio Guerra, afirma ter ganho a ação, mas a ACERP, que substituiu a TVE Brasil, pediu suspensão da ação. O perito responsável por analisar o caso usou séries de renome como Chaves e Sítio do Picapau Amarelo para definir o valor indenizatório, que embora sejam antigas, continuam dando lucro. O profissional chegou ao número de R$ 82 milhões que poderia ser lucrado por uma emissora de televisão que exibisse o conteúdo.

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Para chegar ao valor a ser pago a Migliaccio, o perito usou um fator redutor probabilístico, que seria o valor que deixou de ser embolsado pelo veterano por conta da destruição do seu trabalho.

A ACERP entrou com um novo pedido, desta vez para reduzir o valor, em segunda instância. A apelação foi aceita, mas o processo continua correndo na justiça e agora os familiares do ator aguardam o final do caso.

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A morte de Flávio Migliaccio causou grande impacto na sociedade no ano de 2020. O ator foi encontrado já sem vida em seu sítio, ele tirou a própria vida, enforcado com uma corda. Em seu bilhete de despedida, ele afirma que a velhice é um caos no Brasil e que teve a impressão que “foram 85 anos jogados fora num país como este.”