Músico morre de Covid-19 aos 30 anos; irmã desabafa: ‘Ele chorou muito, porque não queria ser intubado’

Nosso mundo vem enfrentando a ameaça da Covid-19, a mais de um ano, e em meio a seu rastro de destruição, ficam várias famílias desoladas, pela morte de seus entes queridos. Em nosso país, já são mais de 450 mil mortos, e o número não para de crescer, a medida que o governo não age efetivamente contra a doença. O músico Marivaldo Liberato Neri Junior, de 30 anos, entrou para a lista das centenas de milhares de pessoas que perderam suas vidas para essa terrível doença.

Marivaldo, era um grande apaixonado pela música, e brilhava muito enquanto tocava seu violino. O músico já chegou a participar de 3 turnês internacionais, em posso de seu belíssimo instrumento musical. O violinista, era fundador, maestro e professor de uma orquestra da Neojiba, e era uma pessoa muito querida por todos. Mas infelizmente, esse grande talento encontrou seu fim diante desse vírus cruel.

Jacqueline Neri, de 40 anos, irmã de Marivaldo, lamentou a morte seu irmão, e ressaltou que ele era uma pessoa muito especial. A técnica em enfermagem, desabafou, dizendo que apesar de saber do estado grave em que seu irmão se encontrava, ainda mantinha a esperança viva, e esperava que ele se recuperasse.

De acordo com a irmã do músico, Marivaldo estava com a saturação baixa, quando precisou ser internado no Hospital Metropolitano de Lauro de Freitas. Ele precisou ser levado para uma sala com pacientes mais graves. Jacqueline contou que o músico estava com bastante medo e nervoso, pois tinha noção que sua situação era delicada.

A notícia de que ele teria que ser intubado, chegou no dia 26 de Maio, por meio de uma ligação feita pelo Hospital. Jacqueline conta, que chegou a falar com seu irmão uma última vez, e ele revelou que estava com medo da intubação. “Ele chorou muito, porque não queria ser intubado. Ele perguntou à médica se ia doer e ela disse que não”, explicou a irmã.

Na quinta-feira, 27 de maio, na parte da manhã, a irmã recebeu a triste notícia que seu irmão não havia resistido, após sofrer cerca de 4 paradas cardíacas. Ela conta, que antes mesmo de atender o telefone, que havia sentido que o irmão tinha partido. O enterro de Marivaldo, aconteceu no dia seguinte, e foi marcado com muito comoção dos presentes.