Motivo pelo qual jovem atacou creche em SC e matou cinco pessoas é revelado pela polícia: ‘alimentou ódio’

Fabiano Kipper Mai, de 18 anos, recebeu alta do hospital, no início da semana, após se recuperar dos ferimentos graves causados por ele mesmo, após ser impedido de cometer suicídio. O homem, invadiu uma creche em Santa Catarina, munido com duas facas, e lá matou 3 crianças e duas funcionárias da instituição de ensino infantil. Indiciado por cometer cinco  homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio, Fabiano agora está detido em uma penitenciária de Chapecó, e pode receber cerca de 150 anos de prisão.

Responsável pela investigação do caso bárbaro , o delegado Jerônimo Marçal, concedeu uma entrevista coletiva nesta manhã, e detalhou que o adolescente pretendia em um primeiro momento, atacar a escola onde estudava. Contudo, após não conseguir comprar armas de fogo, ele acabou desistindo da ideia.

Fabiano desistiu do ataque a sua escola, após concluir que não iria conseguir fazer um número maior de vítimas, atacando alunos do seu tamanho com uma arma branca. Ele então estudou, e decidiu atacar a creche, por ter um número maior de vulneráveis. O ataque teria sido meticulosamente planejado, segundo o delegado.

Sem querer dar uma espécie de “carta branca”, para o homem ter cometido tais atos brutais, Jerônimo Marçal, traçou mesmo que superficialmente o perfil de Fabiano. O delegado conta, que o rapaz havia se isolado completamente do mundo, e que tinha grandes dificuldades para se relacionar com outras pessoas. Dentro do próprio mundo, ele passou a compor um cenário de violência brutal dentro da própria cabeça.

“Nos últimos tempos se isolou cada vez mais. Entrou num mundo com muitas ideias violentas e pessoas que pensavam de forma parecida com ele. Ele alimentou esse ódio nos últimos meses, criou esse ódio generalizado”, disse o delegado.

O delegado ainda detalha, que Fabiano havia trabalhado normalmente no dia do crime, e que chegou na creche por volta das 9:50 da manhã. O homem havia tramado todo o plano a mais de um ano, e fez tudo sozinho, mas que só havia escolhido a creche como local do atentado, apenas 5 dias antes do crime.