Mortos no Jacarezinho sobem para 29; ‘Quem não reagiu, foi preso ou fugiu’, diz delegado

A Operação Policial ocorrida no Jacarezinho, no Rio de Janeiro, foi um dos assuntos mais discutidos nos últimos dias, chegando a ultrapassar as barreiras brasileiras, e se tornando pauta dos maiores jornais do mundo inteiro. Na manhã deste sábado, a contabilidade de mortos foi atualizada, constando que já são 29 mortos na operação. A polícia civil informa que são 28 criminosos mortos, e o oficial inspetor André Frias , que morreu ao sair do veículo blindado da polícia  para retirar uma barricada que havia no caminho.

Diversas entidades nacionais e internacionais se pronunciaram sobre o ocorrido, até mesmo a Organização das Nações Unidas (ONU).  Oficialmente, segundo a polícia, três homens mortos foram identificados: Isaac Pinheiro de Oliveira, o Pee da Vasco; Rômulo Oliveira Lúcio, o Romulozinho; e Richard Gabriel da Silva Ferreira, o Kako.

Ainda segundo as informações da polícia, os 21 mortos ainda não identificados, foram denunciados pelo ministéri público pelo crime de tráfico de drogas. A polícia Civil comemora os resultados obtidos na operação, e defendem a sua necessidade.

O delegado Ronaldo Oliveira, em coletiva na quinta-feira, foi direto em suas declarações sobre a operação policial. “Quem não reagiu, foi preso ou fugiu“, afirmou o delegado. A polícia afirma que apenas bandidos que reagiram foram mortos. Familiares dizem que muitos suspeitos se entregaram e mesmo assim foram mortos.

O delegado Oliveira criticou a quem ele chamou de pseudo entendidos de segurança pública que afirmam que quanto mais inteligência a polícia usa, menos confrontos acontecem. Segundo ele, isso não funciona dessa forma e citou a resistência do tráfico de drogas. Oliveira também garantiu que a Polícia Civil não age na emoção. Junto aos suspeitos foram apreendidos seis fuzis, 16 pistolas, uma sub metralhadora, 12 granadas, uma calibre 12 e uma munição anti-aerea, que é arma utilizada em guerra.

Uma das ocorrências mais discutidas na operação, é a da morte de um homem, da qual não foi apreendida nenhuma arma, mas que seu corpo foi encontrado já sem vida em cima de um cadeira de plástico, em um beco da favela. Entidades dos direitos humanos, discutem a respeito da necessidade uma operação como essa, enquanto a polícia a legitima.