Monique com pulmão comprometido, fim do inquérito e saída do Rio; as últimas horas do caso Henry

O caso do menino Henry, que foi levado já sem vida para um pronto socorro, por sua mãe, Monique Medeiros, e seu padrasto Jairinho, finalmente está chegando ao seu ápice. As últimas semanas de investigação da Polícia Civil foram agitadas, e diversas revelações vieram à tona.

Ambos, mãe e padrasto, estão detidos em penitenciárias diferentes, acusados de atrapalharem as investigações a respeito da morte da criança, de apenas 4 anos de idade. A mãe do garoto, Monique Medeiros, foi diagnosticada com Covid-19. A professora  foi encaminhada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, zona oeste do Rio, no dia de ontem, quarta-feira (21/04).

Após um exame de tomografia feita no próprio Albert Schweitzer, foi diagnosticado que Monique estaria com 5% do pulmões comprometidos pela Covid-19. A pedagoga , segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), já retornou ao Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, no Complexo de Gericinó.

Os relatos da babá de Henry, a jovem Thayná Ferreira, foram cruciais para se dar continuação nas investigações. Em seu primeiro depoimento, a babá havia acobertado seus patrões, por algum motivo ainda desconhecido. Após alguns dias, ela finalmente trouxe a verdade à tona, com um segundo depoimento concebido a Polícia Civil. Thayná revelou as diversas agressões que o pequeno Henry vinha sofrendo, nas mãos de seu padrasto, o vereador Dr. Jairinho.

Priscila Sena, advogada da babá Thayná, revela que ela foi para o interior, ficar com alguns parentes, para recobrar suas energias, que podem ter sido desgastados com todos os tramites das investigações. “Ela foi viajar com os pais para sair um pouco do foco. Foi pro interior, ficar quietinha”

Em uma troca de mensagens entre Monique e a babá, a funcionária narra em tempo real as agressões de Dr. Jairinho contra Henry no dia 12 de fevereiro. Na conversa, a babá relata que Jairinho e Henry ficaram trancados por alguns minutos no quarto do casal com o volume da televisão alto, e que após isso, a criança havia mostrado alguns hematomas, e ainda teria afirmado ter levado “uma banda” (rasteira) e chutes do padrasto.