Mãe que deitou para dormir e acordou tetraplégica sonha em abraçar as filhas novamente: ‘É muito difícil’

A história de  Patrícia Ortiz, até o momento ainda é um grande mistério. Acontece que em um dia comum, a mulher chegou em casa e foi se deitar, dormiu tranquilamente, mas na manhã seguinte, não conseguia mexer o corpo do pescoço para baixo. A mulher juntamente com sua família, ficou desesperada, e procurou ajuda médica. Porém, nenhum dos especialista, conseguiram dar um diagnóstico preciso para Patrícia, que agora luta para conseguir um tratamento, após ficar tetraplégica.

“É muito difícil, estou me sentindo muito mal, me sentindo como se eu não tivesse valor nenhum, não servisse mais pra nada. É um sentimento terrível, às vezes a gente pensa que vai voltar ao normal, tem esperança, só que às vezes a gente vê que é tudo muito complicado. O SUS não cobre as coisas, não cobre exames, certas consultas, tratamento, medicação e a gente fica dependendo dos amigos”, desabafa Patrícia, que é autônoma.

Aos 35 anos de idade, e dependendo totalmente da ajuda do marido para realizar qualquer atividade, a mulher diz que  seu maior sonho atualmente, é poder abraçar as filhas. A primeira coisa que eu queria fazer quando eu ganhasse, pelo menos o movimento dos braços, era poder abraçar elas [minhas filhas], poder dar um carinho nelas”. 

“A mais novinha sente muita falta disso, fica toda hora perguntando se eu não posso abraça-la”, disse a mãe. “É muito difícil”, conta ela sobre a filha mais nova, que é a que mais tem sentido a mudança na vida da mãe.

A família agora, conta com a ajuda de amigos para arcar com as medicações, e busca um tratamento que possam pagar, pois os que foram oferecidos até agora, são muito caros para pagarem. Ela conta, que não foi aceita para um tratamento em Brasília, e um em Curitiba, pois o valor era muito alto para a família.