Família enterra corpo de idosa por engano em SC e detalhe em outro velório ajuda a descobrir negligência

 A família da idosa Elisia Wunsch, de 92 anos de idade, passou por um momento de grande desconforto esta semana. Ao preparar o velório de sua ente querida, descobriram que o corpo dentro do caixão, não era o da idosa.

Os parentes repararam, algumas diferenças gritantes no corpo em questão, e decidiram então examinar o mesmo. Ao examinar, perceberam que o corpo, ainda tinha as duas mamas. E foi ai que constataram a negligência, já que dona Elisia, havia feito um procedimento de retirada de uma das mamas (uma mastectomia).

Os familiares então, contataram a delegacia de polícia civil, e registraram queixa. Após uma investigação, foi descoberto então que o corpo entregue a família, era de uma idosa de 94 anos de idade. Dona Elisia, havia sido enterrada algumas horas antes, na cidade de Getúlio Vagas, a 44km de distância de seu verdadeiro destino, que era a cidade de Ascurra.

Cidade de Ascurra/ Santa Catarina

A família se sentiu ofendida com o caso, e registrou queixa, pedindo a exumação do corpo da idosa. “Vamos procurar nossos direitos, porque a responsabilidade era do hospital e da funerária. Ninguém quer assumir a falta de respeito numa hora dessas”, disse o neto da idosa, Marcos Roberto Wunsch.

Em nota, a rede hospitalar culpa a funerária, de ter sido responsável por todo esse engano, e a culpa de negligência e irresponsabilidade.

Um caso parecido aconteceu na cidade de Araguaína, no estado do Tocantins. Uma idosa que havia falecido por complicações do novo corona vírus, teve seu corpo entregue pela rede hospitalar regional a família (que não pôde abrir o caixão, em decorrência da maneira que dona Raimunda Rodrigues de 84 anos havia falecido), e  24 horas após o seu enterro, comunicou a família, que a idosa estava se recuperando no leito no hospital.

A família inconformada, foi até o fundação hospitalar após a ligação, mas não encontrou a idosa. A secretaria de Estado de saúde, informou que a idosa havia realmente falecido, e que se tratou apenas de um equívoco por parte da rede hospitalar. Mas a dúvida sobre quem havia sido enterrado(a) naquele caixão ainda continuou pairando sobre a família.

São casos de completo descaso, por parte de órgãos públicos e privados, que deveriam zelar pelas famílias em momentos tão difíceis, como a perda de um ente querido.