Caso Henry: Monique ‘teme pela vida’ e tem pedido atendido dentro da cadeia; detalhes vem à tona

Monique Medeiros da Costa e Silva, foi indiciada pela participação na morte do próprio filho, Henry Borel, que morreu por uma laceração no fígado após ser agredido pelo padrasto, o vereador Dr. Jairinho, diversas vezes dentro do apartamento em que moravam. O caso repercutiu muito nos últimos dias, e agora a professora se encontra detida temporariamente em uma penitenciária, cumprindo decreto da justiça.

A mulher no entanto, “teme pela própria vida”, pois corre o risco de ser colocada com outras presidiárias, após o período de quarentena, aonde ela se encontra em uma cela individual, acabar neste sábado (15/05). Desde o primeiro dia em que foi detida, Monique relata que vem sofrendo ameaças de outras detentas, que gritam de suas celas coisas como “vai morrer”. Mas o que tudo indica, a justiça deve decretar que ela permaneça isolada por mais algum tempo.

De acordo com informações do jornal “Extra”, a professora manifestou medo de ficar no convívio coletivo desde sua chegada na prisão no dia 8 de abril, quando foi presa de forma temporária por atrapalhar as investigações do caso. Nesta época, o inquérito ainda era apurado.

Devido ao cenário em que se encontra, a mulher deve permanecer isolada em um espaço da unidade prisional, segundo as informações de Raphael Montenegro, responsável pela pasta. A cela de 6 metros quadrados, conta com um beliche com dois colchonetes, pia, vaso sanitário e chuveiro com água fria.

Monique havia passado cerca de 11 dias internada no Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, em Bangu, tratando uma infecção do corona vírus, mas retornou ao presídio Instituto Penal Ismael Sirieiro no final de abril. A professora ficou com cerca de 5% do pulmão comprometido, mas se recuperou da doença.

Monique e Jairinho, foram indiciados por homicídio qualificado com emprego de tortura, e tiveram a prisão temporária decretada, para que não respondesse ao processo que está nas mãos da justiça em liberdade.