Caso Henry: babá conta tudo o que sabe e sobra até para a avó do garoto

Thayná Oliveira, babá do garoto Henry Borel, se tornou uma peça chave para a investigação a respeito da morte da criança. Em seu primeiro depoimento a polícia, ela relatou que não havia percebido nada de diferente no garoto. Tudo não passou de uma forma de encobrir seus patrões, já que a jovem já havia relatado algumas vezes as agressões que o padrasto de Henry, o vereador Dr. Jairinho, vinha cometendo contra a criança.

Em uma conversa com Monique Medeiros, mãe da criança de apenas 4 anos de idade, a babá havia tirado algumas fotos do corpo do garoto, que aparecia com alguns hematomas provocados por agressões, e dito para a mãe que o padrasto era quem as cometia. Toda a conversa veio à tona, e a babá teve que dar seu verdadeiro testemunho para que não fosse presa também.

Segundo a defesa da babá, ela teria sido coagida para apagar as mensagens trocadas com Monique Medeiros. Mas nesta semana, a babá do garoto, prestou novo depoimento na 16ª DP da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. No segundo depoimento, ela contou que a avó de Henry, Rosângela Medeiros, sabia das agressões ao neto. Thayná também disse que a irmã de Jairinho, Talita Souza, e a empregada doméstica da casa, identificada como Rose, sabiam das agressões ao menino.

Para a polícia, Monique Medeiros conta que havia encontrado seu filho desacordado no quarto em que dormia, durante a madrugada. Após ser  levado ao hospital por ela e pelo namorado, Jairo Souza Santos Junior, o vereador Dr. Jairinho, o garoto chegou morto ao Hospital Barra D’Or.

Na necropsia, feita pelo Instituto Médico Legal,  constatou-se que ele morreu após sofrer laceração no fígado e hemorragia interna. No momento, a mãe e o padrasto de Henry, se encontram detidos em uma penitenciária, pois se tornou mais do que notório que Dr. Jairinho foi responsável pela morte do garoto, e que Monique, sua esposa, o acorbertou.