Bombeiros encontram corpos de pai e filha abraçados em casa atingida por enchente; mãe e filho também morreram

O corpo de Bombeiro encontrou após uma longa busca, na manhã de hoje (15), os dois últimos corpos soterrados em um deslizamento de terra que matou quatro pessoas da mesma família no bairro de Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Osvaldo Pessoa de Siqueira , 38 anos, e a filha dele, Isabeli Pessoa, 11, foram encontrados.

Os bombeiros informaram, que pai e filha, foram encontrados no sofá de casa, soterrados pelos escombros e se abraçando. Antes, as buscas haviam encontrado o corpo da adolescente de 16 anos, e a mãe de 36 anos de idade, que moravam na mesma residência.

A operação de busca e resgate, começou no início da noite de quinta-feira (13/05), e perduraram por mais de 36 horas, até encontrar as vítimas do deslizamento. O solo encharcado, e o risco de novos deslizamentos, dificultou muito o trabalho da equipe de resgate, o que acabou atrasando as buscas. A operação, foi acompanhada de perto por familiares das vítimas, e após a confirmação dos óbitos, muitos deles tiveram que receber amparo.

A irmã de Sílvia Regina da Silva, mãe dos adolescentes e esposa de Osvaldo, deu uma pequena entrevista para a imprensa. Miriam da Silva,, que é uma profissional autônoma, desabafou um pouco sobre as perdas irreparáveis que sofreu, e agradeceu a todos aqueles que se dispuseram a ajudar nas buscas. “Nós já imaginávamos que estavam sem vida, mas nós queríamos os corpos fora desses escombros. […] É uma perda irreparável de quatro membros de uma família só”, disse Miriam.

“A gente fica naquela angústia. Só acreditamos mesmo quando os bombeiros encontraram. A gente queria ver os corpos”, continuou a autônoma, mostrando que ainda tinha certa esperança de ver seus parentes vivos. Um dos moradores que ajudaram nas buscas, se mostrou indignado com o descaso do estado, que nada faz para que esse tipo de incidente aconteça.  “Até quando vamos ver essas coisas acontecerem? Uma família toda morrer assim. Todo mundo sabe que todo ano tem essa chuva e por que não resolvem?”, questionou o enfermeiro Wellington Clemente.