Após morte do pai em acidente, trigêmeos perdem mãe, avó e tia para a Covid-19; desabafo comove: ‘Sem chão’

A vida dos pequenos Paulo, Pedro e Felipe, foi abalada por diversas perdas sucessivas . Os pequenos trigêmeos, desde cedo, já tem que vivenciar a partida de entes queridos, sem nem ao menos ter a capacidade de guardar o luto. Os pequenos garotos, perderam a mãe, a tia e avó para o novo corona vírus, e agora se encontram sob os cuidados de um tio, que também tem que lidar com as perdas de cabeça erguida.

No final do ano passado, os garotos já haviam sofrido uma perda devastadora, quando seu pai, se envolveu em um acidente de carro e acabou vindo a óbito. Agora os pequenos, estão sob os cuidados do tio, Douglas Junior Faria Amaral, e juntos, tentam superar a dor das grandes perdas. Segundo o tio das crianças,  a irmã, Karine Angélica Faria, de 33 anos, foi a primeira vítima da Covid-19, vindo à óbito no dia 13 de março.

Apenas 3 dias depois da primeira perda, sua outra irmã, mãe dos pequenos trigêmeos, Ana Paula Faria, de 37 anos, que também estava contaminada pelo vírus, não resistiu as complicações da doença e veio a falecer. , Valentina Peres Machado, de 66 anos, a mãe de Douglas e avó das crianças, foi a última vítima fatal, aumentando ainda mais o sentimento de perda da família.

Em seu relato feito ao portal G1, Douglas detalhou suas perdas, e disse que a dor foi ainda maior, pois não pôde nem mesmo dar um último adeus a suas familiares. Sua mãe e suas duas irmãs, não tiveram direito nem mesmo a um velório, já que a cerimônia está proibida em detrimento das regras sanitárias impostas pela pandemia do vírus.

“Fiquei sem chão. Não conseguia acreditar que estava passando por aquilo. Foi terrível enterrar minhas duas irmãs e minha mãe uma atrás da outra, sem poder vê-las pela última vez. Pegaram os corpos, colocaram em um caixão e enterraram”, afirmou Douglas. A família residia em Parisi, cidade do interior paulista.