Advogado de jovem que atacou creche detalha conversa impactante com ele na prisão: ‘É um cachorro que ataca’

O criminoso responsável pelo cruel ataque, na instituição de educação infantil, Aquarela, no sul do país, agora se encontra detido em uma penitenciária, para pagar pelos crimes que cometeu. Fabiano Kiper Mai, de 18 anos de idade, agora aguarda o fim do inquérito policial, e pode receber uma pena bastante longa, por ter matado 3 crianças, e 2 funcionárias da escolinha, utilizando um facão.

Saudades, Santa Catarina

Em entrevista exclusiva ao portal ClicRDC, o novo advogado de defesa do homem, Demetryus Eugenio Grapiglia, detalhou um pouco as  duas conversas que teve com o cliente na penitenciária de Chapecó, no Oeste Catarinense. Na última segunda-feira (18), o profissional encaminhou um pedido de Habeas Corpus ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina e ao Superior Tribunal de Justiça. Além disso, o advogado solicitou a realização de um exame de sanidade mental em Fabiano.

Segundo o relato de Eugenio, nas duas conversas que teve com o assassino, ele não conseguiu conversar “coisa com coisa”, com o homem. Ele relata, que Fabiano não consegue se lembrar de conversas, nem mesmo alguns instantes após elas. O advogado de defesa, comparou seu cliente, como um “cachorro”, que sai para atacar, mas não tem racionalidade suficiente para saber o que está fazendo.

Crianças mortas no ataque

“Ele é tipo um cachorro que ataca uma pessoa, mais ou menos isso. É um ser irracional. Vendo a situação é claro que você fica com raiva, o cara foi lá e matou as crianças, matou as pessoas”, disse Eugenio, mas reforçando que a ação do cliente não tem qualquer justificativa. Após encerrar o inquérito policial, o delegado Jerônimo Marçal, negou a possibilidade de Fabiano ter agido perante distúrbios ou impulsos.

A prova de que a decisão do delegado é a mais plausível, é que o homem teria planejado o ataque com bastante antecedência, e que o primeiro  local cogitado para a ação, seria a sua própria escola. Fabiano mudou de ideia, após não conseguir comprar armas de fogo para realizar o crime.