Ex-marido preso em flagrante por matar juíza tem prisão temporária convertida em preventiva pela Justiça

O ex-marido da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, foi preso e assassinado por homicídio feminino após esfaqueá-la – sexta-feira transformou sua prisão temporária em medida preventiva.

A decisão foi proferida pela desembargadora Monique Brandão durante audiência de tutela do engenheiro Paulo José Arronenzi, ele foi então enviado para uma prisão sob o sistema State Prison Management System (Seap).

O corpo do juiz de paz será cremado na manhã deste sábado dia 26 de dezembro, no Cemitério da Penitência, no Caju, Zona Portuária do Rio, Paulo José Arronenzi, 52, se recusou a falar na delegacia e disse que só falaria na Justiça.

Após o crime, ele não tentou fugir, mas ficou perto do corpo da ex-mulher até a chegada da polícia, ele recebeu a voz da prisão, foi levado para o assassinato e foi transferido para a prisão nesta sexta-feira.

O crime ocorreu na Barada Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde o juiz do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) foi esfaqueado na rua Rachel de Queiroz, em frente às três filhas do casal.

O assassinato foi registrado em vídeo nas redes sociais e analisado por policiais, na gravação, as crianças pedem ao pai que pare de bater no juiz, para a polícia, o engenheiro premeditou o crime.

Em seu carro, três facas foram encontradas, mas a faca usada para matar a mulher não foi encontrada, em setembro, Vivane registrou os ferimentos pessoais e ameaças do ex-marido enquadradas pela Lei Maria da Penha.

Ela foi até acompanhada pelo TJ-RJ, mas depois pediu para ser deportada, os juízes não são as únicas mulheres que reportam engenheiros a engenheiros, em 2007, uma de suas ex-namoradas registrou um incidente policial por ter sido assediado por ele.

Este último não aceitou o fim do relacionamento, segundo a Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj), Viviane Vieira do Amaral Arronenzi é magistrada há 15 anos.